É incrível como algo pode ser tão difícil e tão gratificante ao mesmo tempo! Ser mãe é renascer, é perder o controle da nossa própria vida, perder a privacidade, as noites de festas, a possibilidade de dormir até mais tarde, ou melhor, de dormir na hora desejada. É um amor tão grande, que assusta, dói, transforma!
Vida de mãe não tem glamour! Passamos por uma transformação difícil. Assumimos uma nova identidade; é como se recebêssemos mais uma pilha de pratos para equilibrar: mãe, mulher, esposa, profissional.
Ser mãe é saber lidar com a imperfeição humana, é aprender com os erros, aprender a lidar com a culpa (a famosa culpa de mãe).
Ser mãe é ser uma equilibrista: devemos implementar rotinas rígidas para nossos filhos ou criar com apego? Abrir mão da vida profissional para não permitir que terceiros cuidem do nosso bebê, ou retornar ao trabalho para ter maior estabilidade financeira em detrimento da emocional?
Abdicamos, temporariamente, do sexo, da vaidade, daquele belo vinho, dos nossos hobbies. Nos isolamos em casa nos primeiros meses, viramos anti sociais para proteger os bebês.
Arrisco a dizer que os primeiros dias de uma mãe são os dias mais difíceis da vida dela! Puerpério não é fácil! Mas apesar de todas as dificuldades, de todos os dilemas, de todo o cansaço; a maternidade traz força, criatividade e muito, mas muito AMOR para criarmos o nosso bem mais precioso, a herança de Deus para nossas vidas: nossos filhos!

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